
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
HELLO MY LOVE

terça-feira, 13 de outubro de 2009
ENTERRAR O CORAÇÃO

sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A TUA OUTRA INICIAL

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A TUA INICIAL

domingo, 5 de abril de 2009
Exclusivamente para o meu genero, o FEMININO!

domingo, 1 de março de 2009
BALADA DA SOLIDÃO...

Quando me vens á memória, lembro-me sempre daquele abraço imenso. Lembro-me que senti medo. Um medo enorme, como se desaparecesse nos teus braços e não voltasse. Mas o teu olhar azul tranquilizou-me, a tua voz era um bálsamo de doçura e magia e as tuas palavras, certas e serenas, faziam-me sentir que tudo estava certo e, por isso, quando passavas muito devagar as tuas mãos pela minha cara e ficavas a nadar nos meus olhos era como se me levasses para um lugar qualquer só nosso, cheio de verde e azul, e secalhar era por isso que te dizia que confiava em ti.
Vivi algum tempo neste estado de plenitude a que uns chamam de delirio absurdo e outros amor total, esperando-te, desejando-te, porque tudo me parecia certo e perfeito. Era certo e perfeito o teu olhar protector, o toque das tuas mãos, o teu peso em cima do meu corpo, a tua respiração regular enquanto dormias, as palavras que me dizias quando falavas do futuro.
Hoje, depois da duvida e da desilusão se terem instalado na minha consciência e me chamarem á razão todos os dias, fecho a porta a esse passado que já me alimentou e tento não pensar nada para não pensar que me enganei, que me enganaste, que te enganaste ou que nos enganámos os dois. A vida ensinou-me a aceitar em vez de querer, a esquecer em vez de julgar, a não guardar rancor e a dobrar a tristeza, sem nunca deixar de amar e proteger aqueles que já fizeram parte dela.
Mas á noite, quando adormeço na cama imensa onde me falta um corpo, uma respiração, é ai que ainda sinto a tua falta, que sinto imensas saudades daquele abraço imenso e das tuas mãos a passar pela minha cara. NUNCA TE ESQUECEREI!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
A COR DAS SAUDADES!

sábado, 14 de fevereiro de 2009
NAMORAR ACIMA DE TUDO :)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
FAZ FRIO!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
O ERRO DE PLATÃO

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
NÃO É PÁSCOA, MAS FAZ DE CONTA!

domingo, 4 de janeiro de 2009
DIAS D

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
TCHIM TCHIM

terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O TEMPO QUE FOR PRECISO ( PARTE II )
O amor abre o coração, desprotege o espirtito, acorda o corpo e aquece a alma. Pode nascer de um olhar mais longo, de uma conversa à mesa, de um passeio á beira-mar, da simples passagem da palma de uma mão por uma cintura desprevenida. Não tem regras, nem tempo, nem cores, porque não tem limites, nem compassos nem contornos. Por isso é que quando nos apaixonamos enchemos páginas inúteis com os defeitos e qualidades do nosso amado sem chegarmos a nenhuma conclusão. E ao vermos nele alguns defeitos que tanto abominamos, condescendemos, abreviamos, comtemporizamos e deixamos passar. Porque o verdadeiro amor é aquele que resiste ao tempo, sobrevive às dúvidas, emerge do medo e aprende a dominá-lo.Amar é outra coisa. É dar sem pensar, é sonhar o dia todo acordado e dormir sem nunca adormecer, é galgar distâncias com agilidade e destreza, é viajar sem sair de casa, escolher livros e programas surpresas, namorar o telefone à espera que ele toque, acordar depois de duas horas de sono com cara de bebé, sentir que somos invenciveis e que a perfeição está tão perto e é tão fácil, que a morte já podia chegar, sem termos medo de perder a vida.
O verdaeiro amor é absoluto, indestrutível, estóico, inflexivel na sua êssencia e tolerante na sua vivência, discreto, sóbrio, contido, reservado, escondido, recatado, amadurecido, desejado, incondicional, amargurado, sagrado, sobressaltado. O verdadeiro amor é delicado, bom ouvinte, cúmplice, fiel sem ser servil, atento sem se impor, carinhoso sem cobrar, atencioso sem sufocar e muito, muito cuidadoso para nunca se perder, se estragar, se esquecer ou desvirtuar. O segredo está no tempero, na moderação, nas palavras que nunca se chegam a dizer, nas conversas perdidas à beira do rio, no olhar que fica no ar, no tempo que é preciso dar para que cresça, amadureça e deixe de meter medo. È preciso dar tempo ao amor, um tempo sem tempo, sem datas nem prazos, sem exigências nem queixas, PORQUE O AMOR LEVA O TEMPO QUE FOR PRECISO!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
ESPERA....
Não, não partas já. Espera mais um pouco ainda, espera que o tempo passe e te apazigue a alma, te arrefeça os ímpetos e te faça voltar á terra, a essa estúpida e reguladora rotina que te rege os dias e as noites e te faz sentir que afinal és uma pessoa normal, dono da tua vida e do teu coração. Espera só mais um momento, deixa que o silêncio perpetue os nossos momentos de perfeição, a comunhão das nossas almas num desjo duradouro e certo que o tempo não mata, só ajuda a cimentar, que a distância não destrói, só ajuda a alimentar.
Espera só mais um instante, até que a tua memória quente cristalize os nossos momentos e os preserve como um tesouro secreto por mais ninguém descoberto e cobiçado. Guarda bem esses instantes, num lugar qualquer entre a tua cabeça e o teu coração, que deve ser mais ou menos onde se situa a alma e espera que o tempo te diga se o que sentes vai crescer e dar sentido à nossa vida.
Espera só mais um ou dois minutos, eterniza este abraço, grava-o na tua memória para que amanhã e depois, e depois ainda, o possas sentir outra vez, que ele te acompanhe e te ajude, te dê apoio e protecção, te faça sentir amado e desejado.
Mas espera, espera um pouco ainda, espera, porque a espera é o tempo de deixar crescer aquilo que há-de ser. É sempre pouco, quando se tem tanto para dar. E receber.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O TEMPO QUE FOR PRECISO (PARTE I)

O TEMPO está para o AMOR como o vento está para os incêndios. Alastra repentinamente, TRAIÇOEIRO e sem aviso, vai para lugares onde nunca pensamos que pudesse sequer chegar, faz-nos TEMER, SOFRER, REZAR dá-nos vontade de LUTAR para o COMBATER, porque não sabemos para onde vamos, o que queremos nem se seremos os mesmos depois do fim... e por isso receamos ofim antes mesmo do principio, imaginamos cenários apocalipticos para PROTEGER o coração cansado e errante que não quer ainda, apesar de tudo, parar para pensar ou escolher um lugar.
O TEMPO está para o AMOR como está para tudo o resto na vida. É o que nos dá MATURIDADE, que nos ensina a distinguir o que é urgente daquilo que é mesmo importante, que nos mostra onde estão os verdadeiros amigos, que nos dita quais os PRINCIPIOS pelos quais nos regemos e como devemos lidar com as nossas FRAQUEZAS. O TEMPO ensina-nos a viver com os DEFEITOS e a respeitar as DIFERENÇAS dos outros. Dá-nos SABEDORIA, TOLERÂNCIA, OBJECTIVIDADE e CLAREZA MENTAL. Afasta as DUVIDAS e as HESITAÇÕES. Poupa-nos de DECEPÇÕES e ENGANOS. Abre-nos os olhos quando somos os unicos a não ver. E dá-nos força para continuar, mesmo que o AMOR seja uma AUSENCIA, uma PERDA, uma FALTA, uma DESILUSÃO.
Tantas vezes se consome a si próprio, tantas vezes é tão fácil de apagar, para depois se reacender, volta a vacilar, incerto e inseguro, quente mas efémero, forte mas fálivel, romântico mas tantas vezes superficial...
terça-feira, 7 de outubro de 2008
KENS E BARBIES!!
O Ken está para a Barbie como o pão está para a manteiga: foram feitos um para o outro. A Barbie é fútil, vazia, irritante, pirosa, peneirenta. O Ken é paspalhão, cabotino, caramelo, convencido, embora não convença ninguém, sempre vai dando a volta á Barbie.
O país por excelência dos Kens e das Barbies é a América. Não há série televisiva, por mais ranhosa que seja, que não tenha uma loira patriótica e bem nutrida, de lábios generosos e decotes filantrópicos, a qual é irremediavelmente salva por um jovem garboso e bem parecido, de cabelos ondulados e olhos claros, caparro de Mohamed Aali e inteligência de cão de circo. E o nosso Portugalinho, pródigo em tudo imitar, também tem o seu pequeno mundo de Kens e Barbies. Elas muito louras e esticadas, com saias de mão-travessa e eles de blazers de botões dourados, lenços de lapela, sapatos de berloques e charutos em dias de festa.
Os Kens nacionais são aqueles que vão á Kapital, passam horas a penteaar-se nas casas de banho, que não se importam de passar fome para ter o ultimo modelo do BMW com o mais pequenos e portátil dos portáteis. Estes pequenos homens descobriram que, sendo Kens, o mundo cairia com mais facilidade aos seus pés, mas o mundo deles reduz-se ao universo das Barbies.
Os nossos Kens até podem ter charme, mas é o charme ribatejano que se civilizou há uma ou duas gerações. A educação até pode ser esmerada, mas os palavrões estão lá, para o que der e vier. E até podem ser bem parecidos e ter boa figura, mas engordam e embarrigam com excessiva facilidade.
O grande problema é que Portugal está cada vez mais cheio de Kens, enquanto as Barbies vão desaparecendo aos poucos. As mulheres já perceberam que não vale a pena serem bonecas e empastarem a cara de cremes, que mais vale dormir muito e fazer ginástica. Mas é exactamente quando as portuguesas estão a descontrair-se que os portugas se estão a apirosar, ou pior ainda a amaricar, com cremes exfoliantes, pijamas de seda, perfumes fortes e gravatas floridas.
Os Kens de Portugal estão a desvirtuar o português de gema, que fazia a barba sem espuma e se lavava com sabão azul, andava a cavalo o dia todo e só tirava as botas para dormir. Ainda bem que a civilização chegou aos homens, mas não convém abusar. Até porque as Barbies, que passam metade do dia a arranjarem-se para estarem impecáveis a outra metade, não aguentam durante muito tempo ao seu lado uma criatura tão enfadonha e desinteressante como elas.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
O ADMIRÁVEL MUNDO DA MODA...

A moda é um fenómeno estranho, irritante e absurdo. Meia dúzia de figuras com as pecto bastante critico - vide Jean Paul Gaultier - são os iluminados que ditam a moda com quem dita cartas à secretária: "Ex.mos Senhores, este ano a moda vai ser...". E despejam tudo o que lhes passa pela cabeça sem o menor respeito pelas compras que fizemos o ano anterior, elaborando um chorrilho de conceitos vazios sobre tecidos, cortes, linhas, texturas, tendências e oiyros aspectos do assunto. E nós mulheres, absorvemos as informações como um rebanho com mixomatose e perdemos o gosto. Dou por mim a namorar sapatos que há um ano achava absurdos e a usar risca ao meio que duarante décadas achei piroso. Sinto-me um ser letal e impotente perante a moda. È como se tivesse perdido o poder de análise, a capacidade de escolher, o gosto de observar, o jeito para me arranjar. A moda acefalizou-me.
O que mais me fascina na moda é a sua linguagem própria e inimitável!
O que é um facto é que não me sinto na moda e isso irrita-me. O que eu sempre temi está a acontecer. Estou a ficar clássica, demodée! Lanço um apelo a qualquer alma caridosa que me queira ajudar. Será que ninguém da moda me quererá por na moda? As minhas preferências vão para o Giorgio Armani e José António Tenente, mas não sou esquisita!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
OS HOMENS DEVIAM VIR COM LIVRO DE INSTRUÇÕES!
Nunca fui boa com máquinas!
Não consigo perceber os homens. Primeiro, porque não vêem com livro de instruções. Segundo, porque mesmo que viessem, os principios que se aplicam a uns não são necessariamente os mesmos que se aplicam a outros. Às vezes um manual de instruões dava jeito. Não para livro de cabeceira, mas do género dicionário, para consultar de vez em quando, sempre que uma dúvida nos assalta e não queremos meter a pata na poça.
Continuo na minha: os homens deviam vir com manual de instruções. Uma edição barata, tipo livro de bolso, mais ou menos do tamanho da bolsinha das pinturas. Dava mesmo jeito. Porque uma pessoa não consegue perceber e adivinhar tudo. Por exemplo, o que quer dizer: és muito gira, depois telefono-te! É amanha ou no próximo milénio? Também não percebo quando dizem que têm saudades, mas depois empanturram a semana com reuniões e jantares de trabalho. Ou quando passam horas a fio ao telefone às segundas e sextas a dizerem-nos porque é que somos fantásticas, mas não ligam terça, quarta, nem quinta. Se um dia começar a perceber alguma coisa, talvez me aventure a escever um manual. Mesmo que já seja demasiado tarde para aplicar alguma coisa que entretanto aprendi, sempre fica para a próxima geração.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
OS GLORIOSOS MALUCOS DAS MÁQUINAS MOTORAS!

O taxista é por definição um animal urbano enraivecido pelos peões indisciplinados, pelos sinais sempre fechados, pelos sentidos proibidos que passam a vida a ser mudados, pelos clientes que nunca têm trocados, mas sobretudo pelos outros automobilistas que eles consideram uns asnos acabados. E como todos os ódios cultivados, este também não deixa de ser reciproco.
Mas a principal razão que nos faz odiar estes homens, além do seu aspecto pouco lavado e digno: unha do dedo mindinho comprida, cabelo oleoso, barriga proeminente e umbigo atrevido e peludo, cotovelo de fora e bronzeado à bimbo, é, em primeiro lugar o facto de eles serem muitos. Não é só a sua maneira arrogante de conduzir, atravessando-se nas nossas barbas como se a direita estivesse sempre do lado deles, ocupando duas faixas ou parando ostentivamente no eixo da via (como dizem os instrutores), quando dois metros à frente há uma paragem de autocarro onde podiam ter encostado para nos deixarem passar, etc, etc, etc...
Tudo isso é mau, mas não é o pior. O pior é que eles são muitos e estão em toda a parte. Porque além de serem aos milhares, estão bem organizados e têm noção de classe. Não são um sindicato, são uma máfia.
Os taxistas, no fundo, são como as abelhas, com todos os defeitos destes voadores e sem nenhuma das suas qualidades: chateiam em separado, mas em conjunto podem matar.
